Mercado de Vinhos do Campo Pequeno 2017: as novidades, as surpresas e as confirmações

O Mercado de Vinhos do Campo Pequeno é uma das minhas feiras de vinhos favorita. A diversidade de produtores ano após ano, a presença de produtores menos conhecidos e a possibilidade de compra direta, são fatores que me fazem voltar todos os anos a esta feira. Este ano não foi exceção, e tive a oportunidade de provar novas colheitas e de conhecer novos produtores como foi o caso da Torre de Palma, a Soito Wines, Quinta do Monte Travesso, 1000 Curvas, entre outros. Houve muitas outras coisas boas que ficaram por provar. Os meus destaques vão para o Soito Reserva Tinto 2014 (o que mais me impressionou, um vinho brutal e qua vai dar que falar), Maçanita Touriga Nacional Douro Superior 2015 (fantástico e com grande potencial de evolução), Quinta das Brôlhas Grande Escolha 2011 (um senhor vinho do Douro), Quinta do Monte Travesso colheita Branco (excelente relação qualidade/preço) e o Torre de Palma Tinto (puro alentejano que dá um enorme prazer ao beber). Deixo-vos aqui algumas imagens de algumas coisas que tive a oportunidade de provar e desafio-vos a experimentar.

(Torre de Palma branco, Alentejo)

(Quinta do Monte Travesso colheita branco e Reserva branco, Douro)

(Quinta do Monte Travesso Reserva tinto, Douro)

(Quinta das Brôlhas Touriga Nacional 2014, Douro)

(Quinta das Brôlhas Grande Escolha 2011, Douro)

(Maçanita Touriga Nacional Cima Corgo e Douro Superior 2015, Douro)

(Gerações em Sintonia, Almeirim)

(Soito Reserva tinto 2014, Dão)

(Soito Colheita branco e Reserva branco 2014, Dão)

(Quinta Mendes Pereira Encruzado Reserva 2012, Dão)


(Peripécia Chardonnay 2015, Lisboa)

(Verdelho 2014, Açores)

(Vinhas do Cuco Alvarinho e Loureiro 2015, Vinhos Verdes)

(Dona Berta Rabigato Vinhas Velhas 2016, Douro)
 
 (1000 Curvas Chardonnay e Alvarinho 2014 e 2015, Vinhos Verdes)

Carlos Reynolds tinto 2014

Foi uma daquelas compras de impulso numa feira de vinhos de um supermercado. Pelo preço de feira que apresentava, a rondar os 6 euros, pareceu-me uma boa escolha para o potencial do vinho. De facto correspondeu às minhas expectativas e fiquei agradavelmente surpreendido pelo perfil que apresenta, um pouco diferente do alentejano que habitualmente encontramos nesta gama de preços. Apresenta-se com uma cor carregada, nariz com fruta vermelha, boa acidez e bons taninos, carácter algo rústico e que se deixa beber muito bem. O estágio de 12 meses em balseiros de carvalho e 1 ano em garrafa confere alguma complexidade mas sem marcar demasiado o vinho. Bom companheiro para a mesa.


Produtor: Reynolds Wine Growers
Castas: Alicante Bouschet, Trincadeira e Syrah
Preço: 9€
Região: Alentejo, Arronches, Monte Figueira de Cima
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